Como amante da História, tenho uma tendência natural a torcer o nariz para qualquer tipo de publicação que use períodos ou personagens históricos como pano de fundo para tramas ficcionais. Mas devo dizer que esse preconceito foi abalado pelo último livro que chegou às minhas mãos: O Faraó Negro, de Christian Jacq, publicado pelo Grupo Editorial Record, através do selo Bertrand Brasil. A pergunta mais óbvia a se fazer é: “O que esse livro tem de diferente dos outros que você não gostou?” Posso responder que, como nossos leitores e ouvintes já sabem, o principal objetivo desse site e seu podcast, é informar de maneira agradável e, dessa maneira, fomentar a curiosidade e, principalmente, a pesquisa relacionada a assuntos históricos. O Faraó Negro é, sem sombra de dúvida, uma obra muito bem escrita por Christian Jacq e merece ser nossa primeira Resenha Histórica. Um ponto muito importante a ser destacado, já que nossa especialidade é a História, é a veracidade dos contextos político e histórico da região, muito bem explorado no livro. Fragmentos de informação que podem parecer irrelevantes ou até mesmo passarem despercebidos pelos leitores, tais como geografia, rituais, comportamentos sociais e outras minúcias, adicionam um valor histórico realista para a trama de ficção e transporta o leitor para o ambiente misterioso e cativante do Antigo Egito. |
Sobre o livro:Os fatos fictícios narrados ocorrem por volta de 330 a.C., cerca de 500 anos após a morte do renomado faraó Ramsés. A trama principal conta como Piankhy, o Faraó Negro, enfrentou as invasões da Líbia, com eventos marcados por batalhas sangrentas por territórios e poder, muito embora a maior preocupação de Piankhy fosse entregar, ao fim de sua vida, o Egito unificado de volta aos deuses. Nessa época, as regiões do Alto e Baixo Egito viviam um período de vertiginosa decadência. Corrupção, imoralidade, traição e a perda de sua identidade como um povo devoto aos deuses da antiguidade, bem como a transformação do Antigo Egito em um muito parecido com o que conhecemos hoje são alguns dos elementos que prendem a atenção e despertam um voraz desejo por pesquisas para conhecer cada vez mais a história dessa região sem paralelos na história do mundo. |
Christian Jacq: Egiptólogo mundialmente respeitado Sobre o autor: Christian Jacq nasceu em Paris, França, em 1947. Apaixonado pelo Egito e sua história desde os treze anos, Jacq é, para essa e para as próximas gerações de leitores interessados no Antigo Egito, uma das maiores e mais respeitadas referências, com mais de 50 obras publicadas e muitos prêmios, como o da Academia Francesa por O Egito dos Grandes Faraós. Como arqueólogo e egiptólogo, se formou com o título de doutor em Sorbone. E para aqueles que ainda tem alguma restrição contra o valor das obras de Jacq e sua veracidade quanto ao contexto histórico, é bom saber também que ele, juntamente com sua já falecida esposa, fundou o mundialmente aclamado Instituto Ramsés, onde resgata e mantém registros fotográficos para preservação de sítios arqueológicos. Christian Jacq é, sem sombra de dúvida, um amante da História e deve ter sua obra consumida e respeitada por trazer, ao grande público, aspectos tão importantes da história milenar que, ainda hoje, fascina e nos move em direção a sabedoria do Antigo Egito. |
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Eu sou fã desse autor desde que li a série de livros sobre Ramsés. Esse com certeza entrará em minha coleção!
Se toda resenha fosse escrita assim, eu leria mais resenhas… porque as acadêmicas são um porre, tanto pra ler, como pra fazer…rss
Ótimo trabalho!!!
Eu não sei se vcs vão gostar, mas eu li feito um freak, uma série de livros, A Saga dos Capelinos.
Toda ela se passa em periodos pré-cristãos, e o 2º livro da série, A Era dos Deuses se passa no Egito.
Tem um bom embasamento histórico, embora eu não garanta a veracidade de tudo.
Segue a dica:
A Saga dos Capelinos – série de livros
A Era dos Deuses – 2º livro da série
Engraçado, pois como amante da História, tenho uma tendência natural a gostar de qualquer tipo de publicação que use períodos ou personagens históricos como pano de fundo para tramas ficcionais.