Análise
Para se ter uma ideia do quão polêmico foi este livro, o autor do mesmo, Norman Finkelstein, até hoje batalha para conseguir um emprego como professor universitário, uma vez que a maioria das instituições se recusa a tê-lo no corpo docente de algum de seus cursos, temendo adquirir uma imagem negativa na mídia sensacionalista.
Filho de judeus sobreviventes do campo de Auschwitz, Finkelstein não nega a existência do holocausto no seu livro, mas defende com argumentos bastante convincentes, que a imagem do extermínio de milhões de judeus é deformada e explorada de forma ideológica e financeira por instituições judaicas internacionais e pelo próprio estado de Israel com o objetivo de obter grandes indenizações em dinheiro, além de justificar os atos ilegais e criminosos das forças israelenses.
Norman G. Finkelstein
Finkelstein defende a ideia da existência de dois holocaustos. O holocausto com “h” minúsculo, que foi o que de fato ocorreu na Alemanha nazista, e o Holocausto com “h” maiúsculo, que seria uma “indústria que exibe como vítimas o grupo étnico mais bem sucedido dos Estados Unidos e apresenta como indefeso um país como Israel, uma das maiores potências militares do mundo, que oprime os “não judeus” em seu território e em áreas de influência”.
O autor denuncia com dados concretos as chantagens realizadas por organizações judaicas a bancos suíço e alemães acusados de terem, em seus cofres, dinheiro roubado de famílias judias durante a perseguição nazista. Tais somas exorbitantes seriam distribuídas como indenização às vitimas do holocausto, mas Finkelstein também afirma que alguns indivíduos receberam somas milionárias, enquanto outros, como os seus próprios pais, receberam quantias pífias e irrisórias.
Contudo, não se deve criar uma imagem negativa dos judeus ou cair na falácia tendenciosa de revisar o holocausto. O objetivo do livro não é este, mas sim deixar claro que a memória das vítimas de um dos maiores crimes da história da humanidade está sendo distorcida, desrespeitada e insultada com as ações destas organizações e destes países. Quem chorou pelas vítimas das câmaras de gás de Auschwitz também deve chorar pelas vítimas dos bombardeios realizados pelos jatos israelenses na Faixa de Gaza.






Caraca, esse livro deve ter irritado muita gente pro cara ñ conseguir arranjar emprego, hein? Olhei por aqui e ele é até barato =D Irei ler
Sim, ele irritou todo mundo que foi acusado (por ele) de ser membro da tal indústria de indenizações
É um livro barato e, pela avaliação do Rodrigo (4 estrelas de 5 possíveis), valeria a pena mesmo que fosse caro. Tenho certeza que esse livro, pela premissa, deve parecer um roteiro de Visão Histórica
Muito interessante o tema desse livro e muito bacana a analise do Rodrigo. Vou adiciona-lo a minha “lista de livros” e espero encontra-lo em portugues.
cheers!
Pode ficar tranquilo, esse livro foi publicado em Português e é relativamente fácil de ser encontrado.
é o holocausto visto de outro ângulo, deve ser muito bom este livro.
É certo que sempre que alguém tenta ser indenizado por uma tragédia também vão ter aqueles que tentarão se aproveitar disso. Acho válido olhar essa questão de outro angulo sim.
O livro parece interessante e gostaria de ler sim!
Abraço
Gostei da dica de livro. Está na minha lista dos futuros livros a serem lidos.
Tá aí um assunto que me interessa. Esse livro vai pra lista de natal rsrsrs
Eu já convivi no “meio judaico” e existe uma corrente muito forte contra esse autor, provável fruto da polêmica que esse livro gerou.
Muito Bacana!!!
É muito bom sair do rótulo ” os judeus são os coitadinhos sempre…”
Vou ler com certeza.
Meu bisavô era um judeu refugiado da Prússia (sorte que conseguiu vir para terras tupiniquins em 1935).
o holocausto foi real, foi em dimensão gigantesca, não se pode fazer igual ao fanático
presidente do Iran ,negá-lo, mas que hesixte os aproveitadores da situação,não tem como
negar, em tudo há comércio, vida e morte tragédias etc.
Isto, sim, é o que se pode chamar de outra história. Apesar de não aceitar em momento algum tudo que aconteceu na Alemanha nazista, também não posso deixar me convencer que tudo foi um confronto do bem contra o mal. Livros assim merecem uma discussão maior.
Um abraço!