Terça-feira, 21 de junho de 2005. Para muitos, um dia comum. Para a indústria de chocolates, um trágico dia. Morreu o empresário Oswaldo Falchero, aos 88 anos de idade, um dos fundadores da PAN – Fábrica de chocolates. Como assim? Pan? Mais uma vez eu digo…se não teve o prazer, terá agora! Com certeza começa aqui o relato de uma das propagandas mais marcantes dos anos 80.
Você é fã de chocolate? Você nasceu entre 70 e 80? É fumante? Caso duas de suas respostas sejam afirmativas, preste bem atenção!
Nos anos em referência, o ato do tabagismo era considerado um costume glamuroso. Quem fumava nesta época era considerado ‘descolado’ e elegante! Então podemos afirmar que este costume não era visto como um mal desenfreado. Não entrarei em relação à criação deste hábito, mas sim ao efeito em relação ao produto que trouxe tantas controvérsias ao Brasil!
Estamos falando do “Cigarrinhos de Chocolate ao Leite”. Isso mesmo! Quem tinha a mente sã lembra! Quem não tinha, era seduzido por tal embalagem:


Quando surgiu o produto no início dos anos 80, a embalagem trazia crianças ‘brincando’ de fumantes na embalagem. Para os pais, tudo bem! Apenas chocolate. Para os fumantes, tudo bem! Apenas chocolate. Para o Brasil, mais um produto. Para a PAN, um sucesso de vendas!
De acordo com os fundamentos da publicidade, o grande papel da propaganda é a sua eficácia na crença de que tal produto é bom e seu conceito é benéfico. Esta habilidade pode ser julgada da forma que for, mas hoje em dia você gostaria de ver uma criança brincando de fumante? É legal ver uma criança brincando com um cigarro de chocolate na boca? A indução leva à crença de que este hábito (somado ao chocolate) é um benefício para o corpo. Em tempos onde a sociedade não tinha o nível de conhecimento que tem hoje, era apenas um chocolate. Muito psicológico este assunto? Ainda bem! É disto que as crianças, influenciadas pelo cigarrinho PAN, precisam hoje!
E além de tudo é um produto que faz distinção às raças na embalagem e, não menos importante, a figuração da imagem masculina. Subliminar? Não creio! É tudo muito claro!Mas lição de moral nestas horas é muito chato!
O interessante é realmente observar que os produtos trazem a imagem de uma cultura, sociedade e seus costumes mais extravagantes. Isso sim é legal de se observar.
Com o avanço do tempo, costumes novos são inseridos na sociedade e os estudos científicos avançam. Já era tempo de perceber que isto estava muito escancarado para as crianças.
No meio dos anos 90, o Ministério da Saúde resolveu vetar a imagem em um tom de bom sensor realmente necessário!Com o veto à imagem nociva, a Pan reestilizou sua embalagem e até hoje é veiculado como ‘rolinhos de chocolate’. Vejam só que mudança. Quem garante que não será considerado um ato de violência psicológica com as crianças daqui 20 anos?

Certamente estes chocolates já não fazem tanto sucesso como antigamente. Hoje são vendidos em forma de moedas, lápis e talvez com alguma outra imagem nociva! A Pan após muitas pressões comercial e problemas financeiros continua colocando chocolates que dão azia ao alcance das pessoas! Além de produtos não tão ‘chocolates’ como pão-de-mel e as famosas balas Paulistinha(mas esta é uma outra história).

É preciso lembrar que a propaganda tem órgãos que regem suas normas. Estes são:
- CENP (Conselho Executivo das Normas Padrão);
- CONAR (Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária).
Ambos são órgãos que regulamentam o uso da propaganda e avalia se os efeitos são nocivos ou não ou consumidor. Em suma, protegem tanto quem criou quanto quem estará recebendo a informação. São relativamente novos (anos 80) e, como a propaganda, avança de acordo com a cultura local. Isso impede sua atuação imediata quando um comercial ou propaganda são veiculados e “ferem” um costume, um povoado etc.
Acho que isto nos dá a certeza que ainda veremos muitos absurdos engraçados como este!





Demorou pra morrer.
Comi mto esse cigarro achava q era um glamor. Ainda bem q nunk gostei do cheiro de cigarro. Acho q deve ser o motivo de naum ser fumante.
Hahahaha!! Se fizesse um desses com sabor Diamante Negro ia vender pra caramba!
Nasci em 1972 e fum… err, comi muito esse chocolate. Será por isso que até pouco tempo era um fumante?
É bom que se diga que, mesmo comendo a caixa inteira, não dava a sensação de ter comido mais do que um "Bis", por exemplo.
Abração.
Olha, quem sou eu pra falar que o Pan te induziu ao fumo né…
Ou que a Pan lhe introduziu o fumo né?
Concordo com o texto quando diz que dá azia.
Realmente.
Tem uma coisa que é muito boa da Pan… as balas de goma.
Por que a gente costuma gostar só do que faz mal, né?!
Se cigarro de chocolate induz a algum vício, eu era pra ser o maior fumante do Planeta! Depois que foram extintos, nunca mais botei um cigarro na boca!
Comi muito esses chocolates, mas nunca gostei de cigarro odeio o mal cheiro da fumaça, sem contar a quantidade de veneno e produtos viciantes adicionados propositalmente claro.
Nada a ver… comia todo santo dia uma caixa desses cigarrinhos de chocolate e NUNCA coloquei um cigarro de verdade na boca, e olha que meu pai era fumante, fumava em casa vendo TV, na frente dos filhos e em todo lugar que se pode imaginar.
Não acho que esses cigarrinhos de chocolate possam ter influenciado quem fuma hoje, mas se causou alguma influência, acredito que tenha sido benéfica, pois no meu caso se eu tinha essa tendência ao fumo, ela provavelmente saciada através da fantasia, o que talvez tenha sido o suficiente.