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21 de novembro de 2010

Propaganda Histórica: Fiat 147 e a tecnologia de ponta

Conceito futurista, design arrojado, custo-benefício garantido e garantia de alta quilometragem com pouco combustível. E não é qualquer combustível! Foi o primeiro carro a álcool vendido em larga escala pelo mundo. Se você não conheceu, este é (ou foi) o Fiat 147.

O prazer pode não ser todo seu, mas a gente agradece por tantas mudanças num mercado que cresce cada vez mais. O setor automobilístico (ainda) deve muito a esta grande personalidade – o Fiat 147 – e não muito injustamente levou fama por “detalhes” não muito importantes. Veremos!

Anos 70

Marcado por uma grande mudança no setor automobilístico onde já se observava a importância de se ter um veículo econômico, menos poluente e espaçoso. Isto tudo, obviamente, levando em conta o conforto, a modernidade e a certeza que todos na rua olhassem para o seu carro dizendo: “Eu quero um desse!”.

É a partir desta necessidade que se instalou em Betim-MG a fábrica deste tão desejado carro!

Quebrar barreiras era o seu objetivo. Com tantas especulações devido a tardia chegada da Fiat no Brasil, o 147 nasceu com espectadores descrentes de sua genialidade. De 1971 a 1986 ele foi admirado e odiado por muitos!

Claro que a fábrica não se esqueceu de impressionar o público. Partiu já para os novos conceitos de segurança produzindo para-choques em polipropileno, além de outras variantes e inovações como: primeiro carro brasileiro com desembaçador traseiro, primeiro carro brasileiro com estepe junto ao motor (compartimento dianteiro), primeiro carro brasileiro a ter todas as versões – hatch, sedan, perua, pick-up etc. Carroceria projetada de modo a proporcionar maior segurança ao usuário – oferece maior visibilidade e menos pontos cegos. A frente e a traseira do veículo foram projetados para amortecer o impacto em caso de acidente, protegendo o local onde ficam os passageiros.

Detalhe: O Uno também é uma versão do nosso querido 147!

Baixo consumo

Baseado no conceito de que um carro não poderia utilizar mais que 1 litro de combustível para atravessar a ponte Rio-Niterói, a Fiat colocou o carro à prova e conseguiu convencer a todos de que realmente seu consumo era baixo. O 147 rodou toda a extensão (apróx. 14 km) e utilizou um sistema exclusivamente modificado para que pudesse ser visto a quantidade de combustível utilizado:

É. Utilizou ¾ apenas! Incrível, não? E com 4 pessoas dentro. Eu se fosse você já deixaria de lado o desejo de comprar uma Land Rover, BMW, Porsche…

Estrutura Forte

Contando com tantos diferenciais, os espectadores ainda queriam provas de que o 147 estava na briga com seu rival – O Fusca, da Volkswagen. Queriam a prova de que o carro trazia estrutura forte e, mesmo utilizando o álcool, que provasse ser econômico.

Interligando o público jovem e aqueles que já tinham um conceito de durabilidade, optaram por um comercial que trouxesse esta idéia ao alcance dos consumidores (atenção na antiga logomarca da Fiat):

Fiat 147. Brasileiro, vacinado e reservista! Para você que assistiu ao comercial, preste atenção que depois que carro dá um salto logo aos 34 segundos a cena é cortada. O carro deve ter quebrado depois deste salto. Certeza!

Conforto e Espaço

Ainda buscando admiradores para sua frota, a fabricante apostou também na idéia de economia de espaço e conforto – se é que é possível! A correlação de 20% de espaço para motor e 80% para passageiros e bagagens foi um marco para o 147. Em relação aos modelos fabricados na época, era um grande diferencial frente a opinião de que o carro era muito pequeno.

Embora muitas provas, testes, comprovações quanto a sua mecânica e carroceria, um produto que chega ao mercado para convencer uma massa que desacredita no seu potencial tem ‘vida’ muito curta. Mesmo sob estes negativos pontos o 147 até hoje exerce influência, mesmo que indiretamente, nos conceitos atuais de carro – seja quanto ao seu espaço interno, consumo etc. Na época a Fiat afirmou que após o 147 os tempos seriam marcados como a era “pré” e “pós” Fiat. Não deixou de ser verdade, pois o que existe de reclamação sobre este carro é algo assustador!



Sobre o autor deste post

Rudy Mateus
Publicitário, metido a rico, colaborador do Histórica.com.br e dono de um blog legalzinho.




 
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  1. Phillipe Forte

    Muito bom esse texto. Apesar de odiar 147 e uno naum vivi para ver a inovação da época mas chegou na hora certa com a crise do petroleo e as inovações, ponto certo para chegar otimas venda nessa terra com alta infração.


  2. Já ouvi falar muito nesse carro, já que meu avô é mecânico.
    Queria saber por quê o nome dele é 147 boladão xD
    E naquela época era bem fácil fechar a Rio-Niterói, hein? OÇUDHASUHAOUDAHSÇUDAHS
    Cara, só uma coisinha aleatória aí: O certo seria "Logotipo" ou "Marca" e não "Logomarca" (:
    Que por sinal, a marca da Fiat vem se alterando bastante. As vezes chega a ser até um pouco confuso a identidade visual deles. Uma hora com esse azul riscadinho, hora com aquele meio oval com fundo vemelho ou somente com as 5 listras diagonais.

    Tá de parabéns, Rudy! =D


    • RudyOuvinte

      Logotipo ou Logomarca? Está aí uma discussão que começou a pairar no ar desde que me formei. Aprendi a diferença entre um e outro, mas quem é designer briga por "logotipo" e os publicitários por "logomarca". O significado de "TIPO" vêm da fonte utilizada, e o conjunto forma a Logomarca. Mas você falou o certo: ALEATÓRIA!
      Você é designer, né?! Fala a verdade!!
      Grande abraço, valeu!


  3. Jonatas

    Adoro meu fiat 147!!!


  4. Joao98

    O melhos post sobre o 147! Eu um carro tão legal! Ainda hoje tenho um, e estou procurando um para meu filho. Encontrei varios fiat 147 a venda neste site. Acho que num mês vamos ter outro na familia!


  5. Eu fui apaixonado por esses carros… Até hoje… Acontece que não encontramos mais esses carrinhos conservados. Tive dois e não fui muito feliz com eles. Um me levava no serviço e na volta eu que empurrava ele para casa. O outro era um sacana, me largava na mão nos dias de chuva, justamente no dia em que a moto não me servia. De toda forma, ainda suspiro de saudade quando escuto aquele barulho do escapamento e quando esterçamos o volante e o pneu chega deitar dando aquela cantadinha…
    Grande abraço! Não deixem o 147 morrer literalmente apesar de ele morrer constantemente.
    Admiro mesmo os amantes deste vencedor 147.



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