Em uma solenidade realizada na presença de cerca de 900 convidados, no Salão Leste do Palácio do Planalto, em Brasília, o presidente Ernesto Geisel sancionou a lei complementar que criou, por desmembramento, o Estado do Mato Grosso do Sul. Durante a cerimônia, o presidente afirmou estar convencido de que a medida atenderia em grande parte e em grande escala as aspirações psicológicas e humanas da população do local, algo que não poderia ser ignorado. Depois de informar que foi preocupação de seu governo “abrir o caminho”, no sentido de redividir o território brasileiro, o presidente Geisel reconheceu que o problema era complexo e “difícil de abordar, em conseqüência dos naturais sentimentos locais, dos sentimentos de regionalismo, e igualmente da tradição histórica, que não poderia ser absolutamente desprezada”.
Na cidade de Campo Grande, capital do então recém criado Estado de Mato Grosso do Sul, cerca de 50 mil pessoas saíram às ruas para festejar a criação do novo Estado, e realizaram uma passeata que durou três horas e da qual participaram dois mil automóveis, portando bandeiras e faixas de agradecimento ao presidente Geisel. Além disso, as escolas municipais, bandas, fanfarras e blocos carnavalescos regionais realizaram um desfile pela Rua 14 de julho. Já em Cuiabá, capital do Mato Grosso, a criação do novo Estado passou inteiramente desapercebida pela população. Algumas lojas da Rua 13 de junho, centro comercial da cidade, chegaram a colocar alto-falantes em suas portas, retransmitindo a cerimônia de Brasília, mas os poucos transeuntes que paravam iam logo embora ao perceber que a transmissão era sobre a divisão.
De acordo com a lei complementar que criou o Estado do Mato Grosso do Sul ficou determinado que seria eleita uma Assembléia Constituinte no dia 15 de novembro de 1978, a qual seria instalaria em 1º de janeiro de 1979, sob a presidência do presidente do Tribunal Regional Eleitoral. Após a promulgação da Constituição, a Assembléia passaria a exercer o Poder Legislativo no Estado.
Opinião Histórica
Bonito, não? O povo pediu e o governo militar concedeu. Mas qualquer pessoa com um pedaço pequeno de cérebro, é capaz de notar que não deve ter sido bem assim que aconteceu. Então, qual é a verdadeira história da criação do Estado do Mato Grosso do Sul?
Descubra como e por que o Estado do Mato Grosso do Sul foi criado
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Artigo originalmente publicado por Thiago Jansen no blog Hoje na História do Jornal do Brasil. Reprodução autorizada pela parceria firmada entre o Histórica e o CPDoc do Jornal do Brasil. A seção “Opinião Histórica” é a opinião do editor do artigo sobre a matéria e não faz parte do texto original.







Pq um general faz alguma coisa durante uma ditadura militar?? Faz pq quer oras bolas… faz pq quer ser lembrado na historia, pq tem interesses politicos e economicos (o seu proprio bolso) e tbm acho q era moda criar estados naquela epoca. Aconteceu a mesma coisa com o Acre na decada de 60 & Rondonia e Tocantins na decada de 80.
Leia esse artigo sobre a criação do MS e muito mais claras serão as “motivações” do Geisel http://historica.com.br/colunas/como-foi-criado-o-mato-grosso-do-sul
Pelo o que entendi, o pessoal do norte nao queria a divisao… pois temia o esvaziamento economico por conta da regiao sul ser mais rica e povoada (dominada pelo tal Thomaz Laranjeira).
O estado nao foi dividido, apesar das tentativas… mas o ideal divisionista não tinha morrido…
Durante o governo de Geisel surgiram novas vozes políticas que despertaram o desejo de revisar os projetos de criação de um Estado federal ao sul de Mato Grosso.
Nao entendi muito bem que vantagem Maria leva… mas no comeco do artigo diz: “O movimento divisionista foi conseqüência da influência político-econômica da empresa Companhia Mate Laranjeira”.
Estou supondo que Geisel tinha algum esquema com esse Thomaz Laranjeira ou com a Cia Mate Laranjeira e convenceu Cuiaba a fazer a divisao — provavelmente fornecendo algum beneficio para o Mato Grosso (do norte).
Outra vez, manobra politica para sustentar interesses pessoais (ou da minoria).
Não era bem um “esquema”, mas essa empresa desenvolveu a região sul e, assim como alguns paulistas querem se ver livre do nordeste, lá o sul queria se ver livre do norte, pois esse aproveitava das riquezas geradas no sul e por aí vai.
Mas São Paulo é tão livre do nordeste quanto o Mato Grosso do Sul é livre do Mato Grosso, não?
Em tempo: Ernesto Geisel está entre os 5 melhores presidentes da história do Brasil (na minha opinião
de merdahistórica).Sim, eu disse “querem se ver livres” e não “estão livres”
Agora, questão de ranking presidencial, é difícil dizer, depende muito do seu ponto de vista, posicionamento político, bla bla bla…