Em 1991, ao dar passagem para Gerhard Berger vencer o GP do Japão, Ayrton Senna conquistou o Campeonato Mundial de Pilotos de Fórmula 1 e entrou para o seleto time dos tricampeões do mundo, que só havia admitido até aquele momento outros cinco pilotos: Jack Brabham (aos 40), Jackie Stewart (34), Niki Lauda (35), Nelson Piquet (35) e Alain Prost (34). Todos chegaram ao título com mais de 31 anos, idade de Senna ao tornar-se campeão.
- Doeu no coração dar a vitória que foi sofrida e resultado de uma grande luta. Mas esta dor é nada comparada com a emoção pelo terceiro título – afirmou Ayrton Senna, que tirou o pé na última volta e deixou seu companheiro, Gerhard Berger, ultrapassá-lo na última curva antes da bandeirada, obedecendo ao diretor da equipe, Ron Dennis.
Ayrton Senna perseguido por Nigel Mansell, no GP da Hungria em 1991
Apesar de ter que entregar a vitória ao colega, alívio e satisfação foram os sentimentos que dominaram o piloto após o fim da luta pelo terceiro título de sua carreira. Ao esvaziar na própria cabeça a garrafa de champagne pelo segundo lugar no GP do Japão, Senna deixou escorrer a mágoa e a frustração pelos dois campeonatos anteriores, marcados por sua desclassificação pela Federação Internacional do Automóvel (1989) e por sua vitória controversa, após uma batida com Prost (1990). Com o segundo lugar do pódio, Senna pode saborear um título que parecia fácil no início de 1991 e ficou complicado no meio da temporada, devido à desvantagem técnica entre a sua McLaren e a Williams do inglês Nigel Mansell – o único que até parar na 10º volta, em Suzuka, ainda podia alcançá-lo na soma dos pontos.
Motivado pelo pai empresário, Milton Guirado Theodoro da Silva, um entusiasta das competições automobilística, Ayrton Senna começou a competir oficialmente em provas de kart, aos 13 anos. Sua estreia na Fórmula 1 foi em 1984, pela equipe Toleman. Desde então, foram quatro equipes, 162 GPs disputados, 41 vitórias, 80 pódios, 610 pontos e 65 pole positions. O título de 1991 foi seu último na Fórmula 1. Em 1994 Ayrton Senna morreria tragicamente em um acidente no Autódromo Enzo e Dono Ferrari, em Ímola, durante o Grande Prêmio de San Marino. Ainda hoje Ayrton Senna é considerado um dos maiores nomes do esporte brasileiro e um dos maiores pilotos da história do automobilismo mundial.
Opinião Histórica
Pronto, agora todos estão felizes, certo? Depois de alguma discussão ao afirmar que Fittipaldi foi melhor que Senna, aí está o registro do tricampeonato de Ayrton. Se bem que ele ganhou e perdeu utilizando o jogo sujo de causar uma batida de propósito com Alain Prost, fatos esquecidos pelos “odiadores de Michael Schumacher”, esse sim, o maior vencedor da Fórmula 1, que tem seu nome chutado por muitos.
Mas acredito que todos concordam que esse título, o terceiro de Senna na categoria, foi o último disputado por pilotos e não pelos carros, fato que se tornaria padrão dali para a frente e que torna impossível qualquer emoção hoje em dia.
Abaixo, o vídeo com a memorável vitória de Ayrton Senna no GP do Brasil de 1991, com a irritante narração no estilo brasileiro, onde o locutor fica berrando e impedindo que o telespectador acompanhe a vibração do que deveria ser o verdadeiro foco do momento.
E aqui está o vídeo sem a narração irritante, onde Senna grita com a equipe, alucinado, através do rádio. Entre gritos e choro, pode se ouvir “I don’t believe” (Eu não credito) e um sonoro “Puta que pariu” que, felizmente, vazou também na transmissão da TV
Para fechar: Confira imagens históricas da carreira de Ayrton Senna
Quer saber mais?
Artigo originalmente publicado por Thiago Jansen no blog Hoje na História do Jornal do Brasil. Reprodução autorizada pela parceria firmada entre o Histórica e o CPDoc do Jornal do Brasil. A seção “Opinião Histórica” é a opinião do editor do artigo sobre a matéria e não faz parte do texto original.







“… foi o último disputado por pilotos e não pelos carros …”
Não foi beeem assim. O Senna venceu as 4 primeiras provas (entre elas a do brasil) devido às dificuldades da equipe Williams em implementar por completo e pleno seu sistema eletrônico de gerenciamento do carro. A partir do meio do ano o Williams FW-11 passou a ser um foguete de voava baixo sobre pista.
O Senna de modo mágico administrou o campeonato e o ganhou no GP do Japão.
Galvanices a parte, o cara era gênio que venceu numa era de gênios.
Quem nunca acordou cedo no Domingo para assistir o Senna largando na pole??
Sem duvida, um esportista carismatico e muito orgulhoso por ser brasileiro que faz falta… quantas emocoes da largada ate a bandeirada final… bem diferente de hoje em dia!
Senna morreu cedo, mas morreu fazendo o que amava… e para os brasileiros, sempre sera um heroi que trazia um pouco de alegria pra esse povo sofrido (apesar de praticar um esporte de elite).