Numa entrevista coletiva tensa, tendo ao seu lado a Primeira Ministra de Dominica, Eugenia Charles, o presidente dos EUA, Ronald Reagan, anunciou que tropas americanas, atendendo a um pedido da Organização dos Estados do Caribe Oriental (OECS), desembarcaram na ilha de Granada para proteger vidas americanas e “restaurar as condições da lei e da ordem” na ilha.
Estudantes estadunidenses aguardando o resgate
Entretanto, apesar de Reagan ter afirmado que os países da região, todos pequenas ilhas como Granada, pediram ajuda aos EUA apenas três dias antes de seu pronunciamento, a ação foi planejada na semana anterior, logo após o golpe de estado de extrema esquerda liderado por Maurice Bishop e que derrubou o então primeiro-ministro, Eric Gairy, assassinado com outras 60 pessoas.
Os americanos atacaram a ilha às 5h30m, em duas frentes. Cerca de 500 fuzileiros pularam de paraquedas no Aeroporto de Ponta Salina, próximo à Saint George’s, Capital da ilha, que estava sendo construído por cubanos e franceses e havia sido apontado por Reagan como um futura base para aviões cubanos e soviéticos, acusação repetidamente negada por Bishop. Outro grupo, de cerca de mil boinas-verdes, tomou o Aeroporto das Pérolas, no Norte da ilha, o único operacional de Granada. Depois, cerca de 300 homens, a maioria da polícia e de exércitos das seis ilhas da região que participaram da invasão, desembarcaram no aeroporto. De acordo com os secretários norte-americanos de Estado, George Shultz, e de Defesa, Caspar Weinberger, três americanos e três granadenses morreram e 20 pessoas ficaram feridas durante a invasão à ilha.
Opinião Histórica
A verdade é simples e todos (que leem/ouvem o Histórica) sabem muito bem: O único motivo para a invasão de Granada pelos estadunidenses, foi o fato do governo recém instalado pelo líder do Movimento New Jewl, Maurice Bishop, ser alinhado (e, provavelmente, patrocinado) com o pensamento socialista da União Soviética. A sede dos EUA em eliminar todo e qualquer esforço socialista nessa região, deve-se ao fato de que, dali, um míssil chegaria fácil ao território americano. Essa invasão, particularmente, foi tão absurda e desmedida, que até mesmo o Reino Unido, tradicional aliado, foi contra a movimentação militar dos EUA. Após a nomeação de um novo governo “simpático aos olhos americanos”, a ocupação militar foi removida de Granada.
Fato curioso: Os Estados Unidos estavam esbanjando saúde econômica e militar o suficiente para abandonar equipamentos de milhões de dólares nas praias de Granada.
Helicóptero abandonado pelos Estados Unidos em Granada após a invasão
Assista ao vídeo de Ronald Reagan explicando porque os Estados Unidos estão invadindo protegendo Granada e Líbano. Quanta bondade!
Quer saber mais?
Artigo originalmente publicado por Thiago Jansen no blog Hoje na História. Reprodução autorizada pela parceria firmada entre o Histórica e o CPDoc do Jornal do Brasil. A seção “Opinião Histórica” é a opinião do editor do artigo sobre a matéria e não faz parte do texto original.









Quem estava dizendo a verdade, os USA ou Granada, a respeito do aeroporto? Era realmente para turistas ou para transportar armas?
Naquela epoca ainda, qualquer pais que tivesse influencia sovietica pro-socialista estava na mira do servico secreto americano que tinha como objetivo neutralizar quaisquer esforcos para promover o socialismo — principalmente na “America”.
Eu acho dificil de acreditar que, mesmo sabendo disso, os sovieticos estavam construindo (ou patrocinando) um aeroporto em Granada para de alguma forma “atacar” os EUA.
Observando esse episodio da historia, eu me pergunto: que pais nao faria o mesmo, sob a suspeita de uma ameaca iminente, como misseis de longo alcance que chegariam facil ao seu territorio?
Me fez lembrar da crise dos misseis de Cuba 20 anos antes durante a guerra fria…