Após três escrutínios, numa das mais rápidas eleições da história da Igreja Católica até então, os 111 cardeais do Vaticano escolheram o 262º sucessor de São Pedro, o Cardeal Albino Luciani, Patriarca de Veneza, 65 anos, que tomou o nome de João Paulo I, numa homenagem a seus dois antecessores. Sua coroação seria em oito dias.
A rapidez da eleição provocou uma hora de dúvida na Praça de São Pedro, onde os fiéis e os jornalistas não conseguiam distinguir a cor da fumaça que saía da chaminé da Capela Sistina: de início escura, depois cinzenta e finalmente branca, mas turva, depois de mais 20 minutos.
Às 19h22 de Roma (14h22 de Brasília), o protodiácono do Sacro Colégio dos Cardeais adiantava-se na sacada da basílica de São Pedro para proclamar ao mundo que os católicos tinham um Papa; oito minutos depois, João Paulo I mostrava-se ao aplauso e alegria dos fiéis, de início tímido e recolhido, para, depois da bênção, saudá-los de braços abertos e com largo sorriso.
A escolha do conclave recaiu sobre um Cardeal de experiência exclusivamente pastoral, que nunca tinha ocupado nunciaturas ou cargos na Cúria (órgão administrativo da Santa Sé). Filho de um pedreiro socialista, o novo Papa era um moderado, adversário dos comunistas e radicais, de grande flexibilidade cultural e sólida formação teológica.
João Paulo I era defensor da tradição e ortodoxia da Igreja, condenando rigorosamente as aberturas no campo do controle da natalidade, do celibato e de outros princípios que começavam a ser discutidos na época. O Papa, no entanto, não teve muito tempo para colocar em prática suas metas para o Pontificado. Trinta e três dias após ter assumido o cargo mais alto da Igreja, João Paulo I sofreu um ataque cardíaco e faleceu, exercendo o papado mais breve da história.
Opinião Histórica
Hoje é sexta-feira, então não faz mal nenhum se relaxarmos um pouco… O Cardeal Luciani, Papa João Paulo I, menos famoso que o seu sucessor, Karol Voytila, inaugurou a linhagem de papas com nome de mulher.
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Artigo originalmente publicado por Alice Melo no blog Hoje na História do Jornal do Brasil. Reprodução autorizada pela parceria firmada entre o Histórica e o CPDoc do Jornal do Brasil em nome da disseminação do conhecimento de assuntos históricos e o fomento de sua pesquisa em qualquer nível. A seção “Opinião Histórica” é a opinião do editor do artigo sobre a matéria e não faz parte do texto original.






Tsc.. tsc.. tsc…. vcs ficam abusando, e depois nós, leitores, temos que esperar meses pq vcs tem que dar uma pausa no site por causa de problemas de saúde
Por que sera que a igreja nunca quis o controle da natalidade?
A resposta verdadeira esta longe de algum argumento “divino”, simplesmente eh mais facil controlar pobres com pouco estudo do que pessoas que se tiverem poucos filhos conseguem dar uma melhor educação a eles.
Porem nao ha duvida que o igreja romana eh um partido politico dos mais bem organizados, se precisar eles matam ate da propria carne para continuar o statu quo.
Esse papa foi o primeiro a ter ganhado 2 nomes.
Acredito q a morte foi uma conspiração. Pq tiveram pressa pra enterrar ele e se minha memória não falha, não teve nem autopsia.