Vítima de um acidente de trânsito na Via Dutra, morreu o cantor Chico Alves, um dos artistas brasileiros mais populares na primeira metade do século XX. Durante a noite do dia 27, Francisco ia de carro de Pindamonhangaba, sua cidade natal, para o Rio de Janeiro, quando seu carro se chocou contra um caminhão que entrou em uma curva na contramão, em alta velocidade. O Rei da Voz calou-se para sempre.
Francisco Alves nasceu no Rio de Janeiro, em 1898, mas seu talento era grande demais para permanecer circunscrito nessa pequena cidade. Após ser lançado como sambista na noite boêmia carioca, sua voz ecoou por todo o Brasil, caindo também no gosto de ouvintes argentinos , na década de 30. Para muitos hermanos, Francisco era o melhor intérprete de Carlos Gardel , com o qual dividiu muitas vezes o palco e o microfone nas emissoras de rádio.
Sua voz grave e rouca entoou algumas marchas carnavalescas que entraram para a história e fizeram-no o maior vendedor de discos no país, até a data de sua morte. Junto com Orestes Barbosa, o Rei da Voz compôs as canções “Meu Companheiro”, “ A Mulher que Ficou na Taça”, “Dona da Minha Vontade” e “Por Teu Amor”.
Francisco era contratado da Rádio Nacional, e lá trabalhou durante dez anos para divulgar a sua música. Tão logo chegou a notícia do falecimento de Chico, a emissora suspendeu a sua programação habitual em sinal de luto. As demais emissoras homenagearam igualmente a sua memória fazendo ouvir os seus discos, incluindo a Rádio Jornal do Brasil.
Opinião Histórica
Bons tempos quando, para ser um bom cantor, bastava cantar bem. Para os que ouviram o Visão Histórica 024: As Revelações do Príncipe do Fogo, uma curiosidade: Francisco Alves gravou a marchinha de carnaval “Eu fui no mato, crioula”, cuja letra dizia:
Eu fui no mato, crioula
Buscar cipó, crioula
E vi um bicho, crioula
De um olho sóNão era bicho, crioula
Não era nada, crioula
Era o Febrônio, crioula
De calças largas
Se você não ouviu o programa citado acima, ouça! Quem ouviu entende bem o que é esse bicho de um olho só, no meio do mato, entre cipós. Logo no início do programa, a música toca, na versão gravada por Francisco Alves, mas nota-se que a letra é diferente. Por falta de fontes, não podemos afirmar que a música foi censurada ou se a brincadeira com Febrônio era obra da cultura popular.
Ouça o Visão Histórica 024: As Revelações do Príncipe do Fogo
Abaixo, vídeo de Francisco Alves cantando “Manhãs de Sol”
Quer saber mais?
Artigo originalmente publicado por Alice Melo no blog Hoje na História do Jornal do Brasil. Reprodução autorizada pela parceria firmada entre o Histórica e o CPDoc do Jornal do Brasil em nome da disseminação do conhecimento de assuntos históricos e o fomento de sua pesquisa em qualquer nível. A seção “Opinião Histórica” é a opinião do editor do artigo sobre a matéria e não faz parte do texto original.






Ontem mesmo estava lendo o livro Serial Killers Made in Brazil justamente no capítulo dele. A semelhança foi tão grande que, por garantia, não vou no mato nem aceitar q tatuem meu peito.
Sugiro que evite o mato, a tatuagem e propostas de emprego
Bicho de um olho só no mato?
Quanta pertubação….
Nunca mais farei trilha ou caminhadas….
Essas musicas q eu escuto na casa da minha avó. rs