Em 28 de Julho de 1794, o grande líder da Revolução Francesa, Maximilien de Robespierre, viu chegar o fim de seu sonho de liberdade, igualdade e fraternidade. Quando jovem, ainda na faculdade de direito, Robespierre foi ignorado pelo Rei Luís XVI quando lia uma declaração de boas vindas para o casal real e, anos ais tarde, por mais uma ironia que só acontece na vida real, seria ele o principal articulador dos eventos que culminaram com a deposição de Luís XVI e Maria Antonieta e suas decapitações.
Conhecido como “O Incorruptível”, Robespierre era um orador nato e se tornou líder e símbolo da Revolução Francesa praticamente por aclamação. Mas o Incorruptível não era imune aos sabores do poder e, como os leitores e ouvintes do Histórica bem sabem, acabou passando de líder da maior revolução em prol de ideais nobres a maior ditador sanguinário e ensandecido da História.
Em seus delírios embebedados pelo poder, Robespierre cometeu vários erros políticos, sendo o principal deles, a ordem para enforcar seu adversário, Danton, que entendia que o Reino do Terror já havia cumprido seu papel e era hora da Revolução Francesa tomar um rumo mais contido e menos sanguinário.
Em um evento inacreditável (acreditem, aconteceu!), Robespierre tentou se suicidar com um tiro na boca, mas a bala não cumpriu seu papel e ele passou os seus últimos dias com a mandíbula destruída, até o seu enforcamento. Um fim irônico para o grande orador.
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Liberdade, Igualdade, Fraternidade, Sangue e Poder