A música, o jazz em particular, perdeu um de seus mais consagrados expoentes. O artista americano Miles Davis, 65 anos, não resistiu às complicações decorrentes de apoplexia, pneumonia e insuficiência respiratória, e morreu em Santa Mônica, Califórnia. Ele foi enterrado no Bronx, Nova Iorque.
Sempre consciente de que não era como os outros, Miles nasceu diferente dos tantos outros que habitariam seu mesmo universo. Não teve a infância difícil, nem o início de carreira miserável, tal como outros gênios do trompete. Foi criado num seio familiar burguês, com o conforto de frequentar boas escolas e a oportunidade de aprimorar com estudos seu talento ao trompete. Esta base, que muito contribuiu com o seu ingresso na prestigiada e seleta Juilliard School of Music de Nova Iorque, também favoreceu ao seu estigma de rebelde. Se por um lado as portas se abriam por sua performance musical, por outro, as regalias a que se acostumou, possibilitaram um comportamento desregrado, que acabaria por levá-lo ao submundo. Essa complexidade se notabilizaria a partir do final dos anos 40, quando já consagrado como a grande revelação do jazz, sairia de cena pela primeira vez, por quatro anos, em função do consumo de drogas. Neste ritmo, desfilou toda sorte de suas experiências: os músicos geniais que conheceu, os sons que criou, as fusões musicais que promoveu, as mulheres que amou, as violências em que se envolveu, as perdas que sofreu. Uma vida frenética, até o fim.
Opinião Histórica
Miles Davis foi, sem sombra de dúvida, um dos maiores músicos do século XX. Apesar disso (ou justamente por isso) foi muito criticado pelos jazzistas tradicionais, que odiavam seu estilo “inventivo”, mas Davis sempre seguiu sua própria linha de pensamento musical, tanto que é considerado um dos inventores do Fusion, um estilo tão único e rico que dispensa apresentações para quem entende e não pode ser explicado pra quem não entende, mas, basicamente é uma fusão do jazz com o rock.
O Fusion é, entre todos os “tipos de jazz”, o mais difícil de ser apreciado, não que isso seja sinônimo de qualidade, gosto é gosto, mas, definitivamente, não é um tipo de música que qualquer um goste. Confira abaixo um exemplo
Quer saber mais?
Artigo originalmente publicado por Alice Melo no blog Hoje na História do Jornal do Brasil. Reprodução autorizada pela parceria firmada entre o Histórica e o CPDoc do Jornal do Brasil em nome da disseminação do conhecimento de assuntos históricos e o fomento de sua pesquisa em qualquer nível. A seção “Opinião Histórica” é a opinião do editor do artigo sobre a matéria e não faz parte do texto original.






Esse baixo envenenado é demais. Nada que se compare ao Bebop de Chalie Parker e Dizzy Gillespie, mas Davis tem seu lugar.
PS: Essa Eletric Medley é um excelente tema de fuga de sessão da tarde! hehe
Opa se é… esses filmes “Sessão da Tarde/Cinema em Casa” usavam e abusavam desse tipo de tema. Como eu citei no texto, gosto é gosto! Eu não sou muito fã do Davis, mas respeito sua importância para o desenvolvimento do estilo e até mesmo da técnica. Música por música, eu acho o Bromberg muito mais agradável e divertido para ouvir, mas Davis tinha toda essa polêmica e isso aumenta consideravelmente seu status (mas não deveria, ele era músico o suficiente para ser lembrado).
Miles Davis realmente foi um genio e assim como TODOS os outros “jazz musicians” da epoca, ele usou muita droga e viveu alucinadamente — independente disso, concordo com o artigo acima “Miles Davis foi, sem sombra de dúvida, um dos maiores músicos do século XX”.
Das grandes estrelas do jazz, Miles Davis foi um dos que viveu mais e deixou um grande legado (fiz uma pesquisa rapida).
Miles Davis (morreu em 1991 aos 65 anos)
Louis Armstrong (morreu em 1971 aos 69 anos)
John Coltrane (morreu em 1967 aos 40 anos)
Billie Holiday (morreu em 1959 aos 44 anos)
Charlie Parker (morreu em 1955 aos 34 anos)
Eu nao sou um grande entendedor de jazz, mas sempre gostei de Miles Davis e hoje em dia eh mto mais facil ter acesso ao seu acervo na internet…
Para quem quiser conhecer um pouco de Miles Davis, eu recomendo o album “The Complete In A Silent Way Sessions” uma coletanea com 17 musicas.
Cheers!
De todas essas mortes, a que mais me dói é a da Holiday, pois instrumentistas aparecem de tempos em tempos, mas vozes como a dela morrem e nunca mais retornam, assim como Ella Fitzgerald
sim, instrumentistas podem ate ser “substituidos” de tempos em tempos, vozes nao — a voz eh unica!
É…entre todos estes nomes sempre, mas sempre nós temos a presença maciça da cultura negra norte americana que influenciou e ainda influencia muita coisa no ramo musical.
Independente das preferências, penso que é importante conhecermos e respeitarmos estas grandes personalidades…
Um dos grandes nomes do Jazz. Tava tendo exposição aqui no centro do RJ do Miles Davis.
Grande músico que, pra variar, mergulhou nas drogas e suas consequências.
Por quê!? Por quêêê!?!
=(
Vou ali ouvir outras coisas mais que o sr. Miles nos deixou e que a internet me ajuda a encontrar facinho. Abrass!
Salve a internet! Sempre ajudando pessoas interessadas a encontrarem o que procuram…..
Davis realmente foi único….a como gostaria muito de ter visto John Coltrane mandar um som.
Agora vem uma sugestão de uma banda de jazz brasuca da atualidade:
Quarteto pó de café…..
Os caras fazem interpretações dos clássicos do jazz, trazem outros gêneros para “um formato jazz” (o que é ousado e muitos gostam e outros não…) e tocam alguns sons próprios.
Segue link…
http://www.youtube.com/watch?v=xoDw9MgwjOA