Hoje na História, em 3 de novembro de 1992, após 12 anos de governo republicano, os Estados Unidos elegeram enfim um presidente democrata: o então governador Bill Clinton. Clinton foi eleito 42º Presidente dos EUA, tendo recebido pouco mais de 43 milhões de votos, 43% do total, enquanto George Bush [pai], que tentava a reeleição, recebeu 38 milhões de votos, ou 38%. Clinton venceu em 32 estados e no Distrito Federal.
“Esta eleição é sobre uma nova América, é a escolha entre a velha e a nova opção, a escolha entre o descaso e um sentido mais forte de nossas riquezas”, disse Clinton no dia do pleito que o promoveu a Chefe de Estado.
Enquanto o novo Presidente exibia o vigor revelado durante toda a campanha, iniciando as articulações para formar seu governo, Bush pai demonstrava elegância na derrota: “Vamos terminar este trabalho com estilo”.
Foi pra isso que elegeram Clinton
Ao contrário de Jimmy Carter, o último estadista democrata até então (1977-1981), Clinton resolveu formar seu Ministério com conhecidos nomes da política norte-americana, prometendo soprar forte os ventos da mudança: “Não será fácil, mas não pouparemos esforços para restaurar o crescimento, os empregos e a renda do povo americano”.
Clinton assumiu o governo norte-americano quando o país estava desestabilizado com a recessão econômica mundial do fim da década de 1980 e insatisfeito com o governo Bush, cuja política externa agressiva virou a marca de sua gestão. Com Bush pai, os EUA invadiram o Kwait, iniciando a Guerra do Golfo, em 1991. Apesar de vitoriosos, os norte-americanos não ficaram satisfeitos com o resultado da guerra, que manteve Saddam Hussein à frente do governo iraquiano.
Clinton governaria o país até 2001, quando foi sucedido por Bush filho. Em seus oito anos de governo, o democrata realizou uma gestão forte, de reformas na educação, meio ambiente e indústria bélica, tendo como prioridade uma política externa pacífica, ao contrário da gestão anterior. Foi, no entanto, o segundo presidente a responder a um processo de impeachment (o primeiro foi Richard Nixon, em 1974) por conta do escândalo sexual com a estagiária Mônica Levisnky, mas acabou sendo perdoado pelo Senado Federal.
Opinião Histórica
Nossa… tem tanta piada pronta para ser feita com o velho Bill que eu nem sei por onde começar, então deixo para vocês.
Assista ao vídeo com a melhor passagem de Bill Clinton pela TV
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Artigo originalmente publicado por Alice Melo no blog Hoje na História. Reprodução autorizada pela parceria firmada entre o Histórica e o CPDoc do Jornal do Brasil. A seção “Opinião Histórica” é a opinião do editor do artigo sobre a matéria e não faz parte do texto original.







Hoje eu aprendi que quando um presidente é pego em um “escândalo” sexual cabe ao senado perdoá-lo.
Eu acho que o Clinton se saiu bem desse escandalo – em poucos meses ninguem mais falava no assunto e ficaram somente as piadas (inclusive o impeachment).
Sem querer julgar Clinton e seu governo, uma coisa eu posso afirmar: qualquer COISA eh melhor dos que os “Bush” no poder… viva Clinton, viva Obama, morra Bush.