Na madrugada do último dia de agosto de 1997 uma tragédia emocionou o mundo. Lady Diana Spencer, a Princesa de Gales, morria em um acidente automobilístico em Paris, enquanto fugia desesperadamente de paparazzi sedentos por ângulos escusos e inéditos do ícone global de beleza e elegância. O corpo da princesa loura, simpática e sorridente foi levado para a Grã-Bretanha poucas horas após sua morte, acompanhado de um abalado Príncipe Charles.
“As pessoas em todo o mundo a amavam”, declarou o primeiro-ministro Tony Blair com voz trêmula. A comoção popular deixou o túnel no qual aconteceu o acidente, repleto de flores de todos os tipos. Nos jardins do Palácio de Kensington, onde a princesa morava desde que se divorciou do herdeiro do trono britânico, a quantidade de flores era tão grande que precisou ser carregada em caminhões.
A morte ao lado do namorado egípicio Dodi Al-Fayed interrompeu uma sucessão de dramas e equívocos expostos cruelmente pela imprensa sensacionalista britânica que fez dela seu personagem favorito: mulher fascinante desabrochando após um infeliz casamento, “rainha dos corações” dos súditos britânicos e ao mesmo tempo vítima dos implacáveis rituais do imaginário coletivo. Elevada pela mídia à condição de mito vivo, acossada pela mesma mídia até a morte.
Diana morreu como viveu os últimos anos de sua existência: correndo em busca da felicidade e fugindo desesperadamente dos fotógrafos. Sua morte, nestas condições, deflagrou um debate sobre a invasão de privacidade gerada pela ânsia dos jornais populares em publicar fotos da mulher mais admirada do mundo, pela qual estariam dispostos a pagar milhões de dólares, como vinha acontecendo.
“Não imaginava que o assédio pudesse ser intenso a ponto de se tornar insuportável. Vou reduzir minhas atividades públicas. No ano que vem, a prioridade será cuidar dos meus filhos”, declarara Lady Di no ano anterior, sem, no entanto, conseguir cumprir a promessa
Opinião Histórica
Hoje a minha opinião já estava expressa no texto original: “…vítima dos implacáveis rituais do imaginário coletivo. Elevada pela mídia à condição de mito vivo, acossada pela mesma mídia até a morte.”. E a culpa é da imprensa que produz o lixo ou de quem o consome?
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Artigo originalmente publicado por Alice Melo no blog Hoje na História do Jornal do Brasil. Reprodução autorizada pela parceria firmada entre o Histórica e o CPDoc do Jornal do Brasil em nome da disseminação do conhecimento de assuntos históricos e o fomento de sua pesquisa em qualquer nível. A seção “Opinião Histórica” é a opinião do editor do artigo sobre a matéria e não faz parte do texto original.






Soh tenho uma coisa a dizer: conspiracao!
eu acho que algum mantou mata a princesa diana por raiva ou infeja
por ela ser uma princesa