Em 1973, a celebração do dia mais sagrado do calendário religioso judeu – o Yon Kipur (Dia do Perdão) – foi interrompido em Israel para colocar o país em estado de guerra: tropas do Egito e da Síria invadiram os territórios israelenses às margens do Canal de Suez e nas Colinas de Golan, onde ocorreram os combates mais violentos desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Com o ataque surpresa, rabinos israelenses baixaram ordens isentando os militares e os profissionais dos serviços estratégicos de suas obrigações religiosas. Tropas foram mobilizadas e médicos convocados para serviços de emergência nos hospitais. A Rádio Israel lançou um apelo pedindo ao povo que se mantivesse nos abrigos antiaéreos enquanto as sirenes não dessem sinal de fim de alerta.
O porta-voz das Nações Unidas anunciou que os observadores da ONU para a trégua no Oriente Médio enviaram informes confirmando que tropas egípcia cruzaram a linha de trégua do canal de Suez em cinco pontos, e as forças sírias em dois locais da região do Golan. No entanto, não viram nenhuma tentativa israelense de fazer o mesmo.
Ultrajado com a situação, o Chanceler israelense Abba Eban declarou na ONU que o Egito e a Síria “aproveitaram-se traiçoeiramente” do feriado judaico do Yom Kippur para atacar Israel, quando o país “estava menos pronto para reagir”. Os árabes, contudo, acusaram Israel de iniciar o conflito. Líbano, Sudão, Líbia, Arábia Saudita, Argélia, Marrocos, Kuwait, Jordânia e Qatar manifestaram seu “apoio irrestrito à Síria e ao Egito”. A União Soviética manteve-se em silêncio e os Estados Unidos pediram o fim das hostilidades, mas colocaram em alerta a Sexta Frota, no Mediterrâneo.

A Crise do Petróleo
A Guerra do Yom Kippur iniciou-se quando o presidente do Egito, Anwar Sadat, tentou neutralizar a política expansionista do Estado de Israel e recuperar a península do Sinai, território perdido em 1967, na Guerra dos Seis Dias. Ainda que o ataque surpresa do Egito tenha infligido grandes perdas ao exército israelense, após três semanas de conflitos o exército israelense obrigou as forças árabes a retroceder, restabelecendo as fronteiras iniciais. Para o resto do mundo, a principal conseqüência da guerra foi o início da primeira Crise do Petróleo, quando os estados árabes membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) cancelaram a exportação deste produto para os EUA e os países europeus que apoiavam Israel.
Opinião Histórica
O que eu acho mais engraçado (engraçado mesmo, não curioso, interessante, só engraçado) é o fato de, em pleno século XX, alguém ficar ultrajado ou se sentir ofendido por qualquer tipo de desrespeito.
Quer saber mais?
Artigo originalmente publicado por Thiago Jansen no blog Hoje na História do Jornal do Brasil. Reprodução autorizada pela parceria firmada entre o Histórica e o CPDoc do Jornal do Brasil. A seção “Opinião Histórica” é a opinião do editor do artigo sobre a matéria e não faz parte do texto original.






A Guerra do Yom Kippur sempre me lembra da estratégia haussá no levante dos Malês… alguém já fez essa correlação?
Eu “acho” que só quem estuda História e quem ouve o Visão Histórica conhece a Revolta dos Malês
mas a comparação é válida. Se eu fosse atacar o Vaticano, com certeza seria no Natal ou na Páscoa.
Eh engracado, mas no sentido curioso, como nenhum pais arabe ou se quer nenhum pais da Asia gosta de Israel — eh como se eles estivem no lugar errado, ou entao eles estao no lugar certo e o resto do mundo no lugar errado… falo isso pela quantidade de conflitos e atritos na regiao: ESTOU FALANDO DO PAÍS/GOVERNO E NAO DE JUDEUS.
Ah, sim… Israel… o melhor mesmo era explodir toda aquela região de Israel e começar de novo. Será que ainda não perceberam que não está dando certo desde o início dos tempos? RESET ISRAEL
RESET ISRAEL
Eu sempre falo que os conflitos em Israel NUNCA vao acabar… isso vem desde Caim e Abel, se em 2.000 anos nao conseguiram resolver, nao vao resolver nunca…
Esqueceram de combinar o ‘dia do perdão’ com os árabes…
O engraçado em parte da mídia é a defesa da propriedade privada. Quando se comenta dos palestinos expulsos para dar lugar a eles, os caras desconversam.
Curioso fenômeno, em pleno século XXI, de luta por território. Embora todos saibam que os interesses ali são maiores do que um pedaço de terra, mesmo assim é interessante.
Sobre a “mídia”, ainda estou esperando um documentário a respeito do assunto pra passar na… ops, esqueci, não passa documentário na TV
O filme “Kippur” do Amos Gitai é uma das obras mais anti-belicistas que eu já vi. Recomendo.
Obrigado pela dica! Quem se interessar pode ler mais no iMDB, o título do filme em português é “O dia do pecado” e aí vai o link: http://www.imdb.com/title/tt0218379/
O negócio é que Israel é o queridinho do ocidente. Possui (pelo menos no papel) democracia representativa, sufrágio universal, parlamentarismo e um expansionismo que deixa os EUA com os olhinhos brilhando. Israel, rodeado por árabes malucos apedrejadores, é, para que está longe dali, a esperança de transformar aquele mundo de petróleo (combustível terráqueo) e areia (combustível alienígena
) em povos tolerantes e amistosos (submissos); mas para quem está lá perto, é a figura aculturadora, imoral e ilegítima querendo roubar as terras ricas e sagradas dos verdadeiros donos.
A questão é: Quem são os verdadeiros donos?
Caim ou Abel?
Acho que ninguém é dono de nada. Os romanos, bizantinos e turcos poderiam muito bem reclamar pra eles aquele pedaço. Pra mim quem der mais porrada merece ficar e ponto! Sempre funcionou assim, por que essa discussão toda agora?
Eu tenho a impressao que os EUA nao tem interesse em Israel por causa da “democracia representativa, sufrágio universal, parlamentarismo e expansionismo”, mas sim pq nos EUA soh tem judeus, espalhados por todos os lados (entenda: governo, industria, comercio, economia, entretenimento e etc…) — os judeus sao praticamente os donos dos EUA.
O que quis dizer sobre a política mais adequada aos padrões ocidentais encherem os olhos dos EUA é que é um modelo político favorável aos interesses ocidentais e, por estar situado no oriente médio, é praticamente um representante preparado para “amansar” os árabes (tarefa até agora penosa. Ponto para os árabes).
de fato! spot on