Sob liderança de mineiros, estudantes e militantes de esquerda, o General Juán José Torres, mais conhecido como JJ, assumiu a Presidência da Bolívia num contragolpe que depôs a Junta Militar comandada pelo General Rogélio Miranda. JJ prometeu constituir um governo de unidade popular, apoiado nos trabalhadores urbanos, agricultores, estudantes e Forças Armadas. Por maior que tivesse sido a falácia em torno da promessa de se fazer um governo popular, Juán José conduziu a Bolívia como um militar. Dessa forma, seu governo não agradou nem a população, nem sua classe, a qual acabou por derrubá-lo no ano seguinte.
No primeiro dia em que assumiu o poder, mesmo sem ter composto seu ministério, Torres começou a tomar as primeiras medidas administrativas de sua gestão, entregando aos trabalhadores a tarefa de organizar cooperativas em três importantes jornais ocupados, por serem de tendência conservadora: El Diário, Hoy e Los Tiempos.
Em Oruro, centro mineiro a 240 quilômetros de La Paz, tropas da II Divisão do Exército, favoráveis ao General Miranda, abriram fogo contra partidários de JJ, que tentavam invadir o quartel, causando a morte de sete pessoas e ferindo outras 40.
À meia-noite, a Central Operária Boliviana encerrou a greve geral que decretara na véspera em oposição à junta que assumira o poder. Horas antes, condicionava o seu apoio ao novo Presidente à suspensão da indenização à Gulf Oil (nacionalizada por Ovando Candia, anos antes), aninstia geral e monopólio do comércio exterior.
Opinião Histórica
Traduzindo o texto acima: Quando Torres subiu ao poder, não teve tempo de fazer nada porque a sociedade civil e os militares estavam quebrando o pau e a pressão foi tamanha que ele não suportou.
Traduzindo a tradução acima: Na época (1970 – 1971) a Guerra Fria estava em curso e os Estados Unidos não poupavam esforços para tirar qualquer chefe de Estado esquerdista do poder. A “desculpa” usada era a de que não se pode ter um governo ditador e autoritário, então tiravam os militares do poder e colocavam outros militares, que atendessem seus interesses, no lugar. Alguém relacionou com o Vietnã? Tenho certeza que sim.
Desfecho das traduções acima: Torres se exilou no Chile e depois na Argentina, onde, em 1976, foi sequestrado e assassinado. Quem quiser saber mais, pesquise sobre Operação Condor, é muito “bonito”.
Quer saber mais?
Artigo originalmente publicado por Alice Melo no blog Hoje na História do Jornal do Brasil. Reprodução autorizada pela parceria firmada entre o Histórica e o CPDoc do Jornal do Brasil. A seção “Opinião Histórica” é a opinião do editor do artigo sobre a matéria e não faz parte do texto original.






Não conhecia essa figura. Mas as palavras Militar, Bolívia e Oil resumem bem o artigo.
Agora, tenho que confessar que com esses óculos, bigode,
criançofagismocomunismo, bela promessa, péssimo governo e mandato relâmpago me lembraram o saudoso Jânio Quadros. Será que foram depostos pelas mesmas “forças ocultas”? Vixi.É, essas não foram tão ocultas assim, a Operação Condor é bem conhecida (na medida do possível).
Mais que Jânio, esta história me lembrou o João Goulart, o vice-presidente “comunista” que era a “esperança” e não pode nem começar a governar
caralho, foi punk essa Operação Condor — alem de JJ Torre e muitos outros, pelo que entendi, essa mesma operacao deu cabo de JK, Jango e Carlos Lacerda nessa sequencia.
– JK morreu em 22 de agosto de 1976: “acidente de carro” RJ
– Jango morreu em 6 de dezembro de 1976: “oficialmente”, vítima de um ataque cardíaco, na Argentina
– Lacerda morreu em 21 de maio de 1977: “gripe comum” RJ (ta de sacanagem??)
E sim, “a Operação Condor decorreu do impasse na Guerra do Vietnã, que fez os Estados Unidos temerem confrontos semelhantes com o movimento guerrilheiro da América Latina”
Curiosidade: condor, abutre típico dos Andes que se alimenta de carniça, como os urubus (nome perfeito para essa opercao)
Você
tem razãoestá louco.