Ano após ano, os fãs do automobilismo acordam cedo para acompanhar a corrida da categoria que admira: Stock-Car, Fórmula-1, Truck, Drag, não interessa, os fãs estão em suas casas, nos autódromos, nas pistas, sob o sol, chuva e frio para prestigiarem o esporte.
Para quem não conhece, as 24 horas de Le Mans é a prova mais exaustiva de ser acompanhada como espectador ou como piloto – especialmente para estes. Como o nome já diz, são 24 horas de corrida ininterrupta que acontece em Le Mans, na França. Isso quer dizer que os carros ficam ligados durante as 24 horas de prova e que eles devem atingir a maior velocidade no menor tempo, para que possam deixar seus concorrentes para trás. Falando em para trás, a primeira prova aconteceu em maio de 1923, com o intuito de testar a resistência dos componentes dos carros que estavam sendo desenvolvidos, como freios mais potentes e recursos aerodinâmicos melhores. Sendo assim, obter a vitória nessa prova é, praticamente, um atestado de resistência de seu produto, daà a briga acirrada das montadoras e fabricantes. Esse era o objetido do Clube do Automóvel que criou a prova: contribuir para a evolução do progresso técnico e do desenvolvimento do automóvel.
Parece um tanto confuso acompanhar tantos carros diferentes na mesma pista, porém é fácil de se comrpeender. Os carros são divididos em duas categorias: os protótipos  LMP (Le Mans Prototypes – mais alongados, exclusivos de competição) e os de Turismo ou Desportivos GT (Grand Tourer – carros que você pode ver na rua). Cada categoria compete pela vitória em sua classe, e dentro de cata categoria existem suas subdivisões.
O circuito possui 13.650 metros de comprimento, com uma reta de 5 km chamada de Hunaudières, onde os carros podem atingir velocidades de até 400km/h, por um minuto. A reta é tão perigosa que, em 1990, foi dividida em três trechos para que ninguém levantasse vôo durante o evento. E sim, houveram acidentes fatais, o primeiro que entrou para a história aconteceu no dia 11 de junho de 1955.
A tragédia de 1955 aconteceu quando o piloto Mike Hawtorn ia para os boxes com seu carro e quase colidiu com o carro de Lance Macklin. Macklin, para evitar o acidente, tenta desviar, puxando seu carro para a esquerda, mas acabou atingindo Pierre Levegh. O carro de Levegh passa por cima do carro de Macklin, bate no muro e começa a pegar fogo. Pierre Levegh morre na hora e partes de seu carro são jogados na arquibancada, devido a explosão. O resultado são cerca de 80 pessoas mortas e quase 200 feridas.
De lá pra cá muitas medidas para evitar acidentes foram tomadas, mas ainda assim existem riscos para os pilotos.

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Qro ver ter saco de ver a audi ganhar novamente.