Temos em nosso Ãntimo, fatos passados e idéias ou pensamentos que temos vergonha de contar. Queremos, mas não devemos; devemos, mas não podemos; podemos, mas não queremos. Seja em que situação estiver, manter segredos, em certos momentos é promordial, pois quem sabe de seus segredos tem a sua liberdade nas mãos.
Se na vida pessoal é preciso saber guardar segredo, imagine como deve ser em grandes empresas, indústrias, na polÃtica e na guerra. Caso seja verdade que conhecimento é poder, então ter informação também é ter poder. O poder de se fazer entender somente por quem queremos. Na guerra, mais do que em qualquer outra situação, deter as informações em segredo pode garantir a vitória e com isso poupar vidas.
Uma das maneiras de se manter uma informação em segredo é a criptografia, cuja palavra têm origem grega - kryptós, escondido, e gráphein, grafia – e significa, de modo grosseiro, escrever escondido ou escrever em código. Desta maneira a mensagem original é critografada, codificada, e transformada em uma forma ilegÃvel para todos, menos para o receptor da mensagem. Para conseguir entender, ou melhor, decifrar, a mensagem e chegar a sua forma legÃvel é preciso ter em mãos a cifra, ou a chave criptográfica daquela mensagem. É similar ao mecanismo de uma fechadura, você pode muito bem saber como funciona a fechadura, mas precisa da chave correta pra abrÃ-la.
A cifra mais famosa foi criada pelo Coronel  Fritz Nebel, do Exército Alemão. Nebel se baseou em outro código, menos complexo, para desenvolver a cifra ADFGVX, que foi utilizada para criptografas as mensagens do alto comando alemão durante a primeira ofensiva durante a Primeira Guerra Mundial. A cifra criada por Nebel, utilizada pela primeira vez no dia 05 de março de 1918, combinava técnicas de substituição e transposição em um diagrama e transmitida por código Morse, daà a escolha das letras A-D-F-G-V-X para se formar o diagrama, pois tais letras são bem distintas no código, o que evitaria erros de transmissão.
O exército alemão acreditava que a cifra seria infalÃvel, mas esqueceram de um detalhe: quando os franceses interceptaram as mensagens codificadas, logo imaginaram que as mensagens transmitidas utilizando-se um código tão bem elaborado deveriam contar informação de altÃssima importância. Afinal, receita de chucrute não deveria ser um segredo nacional. Os franceses decidiram então decodificar as mensagens dos alemães e para isso solicitaram ajuda do coronel Georges Painvain. Painvain se concentrou nas primeiras mensagens enviadas e conseguiu decifrar parte delas quando os alemães estavam a cerca de 100km de Paris. A mensagem parcialmente decodificada por Painvain era um pedido de munição para uma tropa localizada em um determinado local. Munido destas informações os franceses tiveram condições de conter a investida do Exército alemão.
Apesar de decodificada parcialmente por Painvain, a Cifra ADFGVX só foi totalmente decifrada em 1933.






Primordial…