07/10/1963 – As precárias situações vivenciadas pelos operários da Usiminas de Ipatinga, MG, os deixavam desmotivados e com o sentimento de humilhação. Os salários eram baixos, alimentação, transporte e condições de moradia eram vergonhosas.
No dia 6 de outubro, ao terminarem a jornada de trabalho e se dirigirem à saÃda da fábrica, os operários passariam por uma nova situação, ainda mais humilhante do que todas as anteriores. Ao que parece, todos foram revistados ao sair da empresa, a qual se negou a deixar os funcionários levarem a sobra do leite para casa. Um dos funcionários resistiu e quis levar o leite para a famÃlia, fato que foi respondido com um tiro do vigilante no recipiente onde o leite estava. Foi o estopim. Os funcionários abriram o portão da fábrica a força. A polÃcia foi chamada, prendeu e espancou alguns funcionários que estavam por ali. Foram posteriormente a um dos alojamentos, espancando novamente e deixando os cavalos pisotearem os funcionários. A notÃcia correu e na manhã do dia 7 mais de dois mil funcionários estavam em frente a Usiminas fazendo greve e preparando uma lista de reivindicações. A polÃcia foi chamada e acabou vaiada pela multidão. Algumas pedras foram lançadas e a metralhadora da polÃcia começou a gritar. Primeiro em direção ao céu, depois para a multidão de trabalhadores. Os números não são exatos e a informação varia de 8 a 30 mortos. Foram três dias de rebelião e ao final algumas reivindicações foram aceitas pelas autoridades estaduais, dentre elas o reajuste de 38% nos salários. Mas essa conquista terminou em 1964 graças a ditadura. |
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07/10/1963 – As precárias situações vivenciadas pelos operários da Usiminas de Ipatinga, MG, os deixavam desmotivados e com o sentimento de humilhação. Os salários eram baixos, alimentação, transporte e condições de moradia eram vergonhosas.





