“O que queremos, de fato, é que as idéias voltem a ser perigosas”, diziam os integrantes do grupo de intelectuais de esquerda.
A França dos anos 60 estava sob o comando do general Charles de Gaulle, era uma sociedade fechada e conservadora que vivia sob o reflexo das perdas sofridas na Segunda Guerra Mundial. As crianças eram disciplinadas de maneira rÃgida, as mulheres precisavam pedir permissão aos maridos para poderem expressar suas opiniões e a homossexualidade era tida como doença.
Maio de 68 foi o movimento iniciado pelos estudantes universitários contra as polÃticas trabalhista e educacional de De Gaulle. O movimento pode ser considerado como um mês de movimentações e transformações sociais que já haviam ocorrido nos Estados Unidos, Europa e América Latina no perÃodo de uma década, ou seja, um salto que havia demorado pra acontecer. Em 30 dias os estudantes formaram trincheiras para confrontar a polÃcia e dar novos significados as palavras “liberdade, rebeldia e novos tempos”.
Tudo começou na Universidade de Nanterre, nos arredores de Paris, em 2 de maio de 1968, e logo chegou a capital. Dias depois estudantes entram em conflito com a polÃcia contra o fechamento de outra universidade francesa, a Sorbonne. Os acontecimentos continuam e logo os estudantes e trabalhadores estavam unidos e decretando greve geral de 24 horas como protesto contra o general De Gaulle. No dia 20 de maio a mobilização atinge seu auge quando Paris amanhece sem metrô, ônibus, telefones e muitos outros serviços. O número de grevistas chegava aos 6 milhões e a Universidade de Sorbonne era palco de uma nova batalha onde as palavras eram as armas.
Os estudantes, filófosos e intelectuais envolvidos no Maio de 68 foram responsáveis pelas idéias e frases mais ousadas do século 20. Frases estas que representavam a polÃtica libertária desejada pelos estudantes: ”A imaginação ao poder”, “É proibido proibir”, “Abaixo a universidade” e “Abaixo a sociedade espetacular mercantil”, eram apenas algumas destas frases.
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